27.10.06
Quem eu sou?
17.10.06
A partir de agora
Muita alegria. Sorriso, lágrimas, risada, felicidade, vestido branco, sinos, um dia especial, a pessoa mais especial do mundo, o futuro, flores, músicas... o meu amor!
Daqui pra frente, caminhamos mais juntos que nunca, até o fim. Daqui pra frente, estamos lado a lado, rumo ao infinito. Pra sempre seremos duas vozes cantando a mesma canção.

27.9.06
Eterna espera
Do alto do meu farol, sozinha, vejo névoa.
A manhã é fria, cinza. Amanhã será outra. Amanhã estarei em seus braços, espero. Já tem muito tempo que eu espero.
Olho para o céu, tentando decifrar o que é mesmo céu e o que são nuvens. Tudo é denso.
A música que escuto é densa. A letra diz exatamente o que penso, o que sinto.
Minha pele se repuxa, o vento me esfria. Volto a música várias vezes e balbucio um pedaço da letra. Sempre o mesmo pedaço, como se para afirmar e dar nome ao que sinto.
Nunca me senti assim antes. Sei que já me senti assim antes, mas nunca assim. Pesada, vazia, desequilibradamente centrada num ponto de dor que se espalha pelo estômago e vai até a nuca.
Oscilo entre a vontade de gritar e a de desfrutar o silêncio. Converter o que sinto em água, enquanto a água do mar leva meus olhos até o infinito, procurando você, um sinal. Quem sabe? Qualquer coisa me serve.
Depois de curtir tamanho nada dentro de mim, uma lembrança me faz sorrir. Outra lembrança muda meus ombros caídos para uma coluna mais ereta.
Os olhos sutilmente mudam a expressão do meu rosto, sem que nenhum músculo se mova.
Hoje, mais uma vez, sei que amanhã estarei em seus braços.
27 de setembro
- dia do cantor
- dia da música popular brasileira
- dia mundial do turismo
- dia do encanador
- dia internacional do idoso
13.9.06
Último Calvin

* Tentei de tudo quanto é jeito colocar essa tirinha aqui num tamanho bom, que desse pra qualquer um ler, mas minha incompetência pra mexer com imagem é muito grande. Então, com minhas desculpas, aqui em baixo vai reproduzido o texto da tira.
Quadrinho 1:
Haroldo – Você já está fazendo o trabalho do colégio? Não era só pra quinta?Calvin – É, eu sei... mamãe disse que as pílulas devem estar funcionando...
Quadrinho 2:Haroldo – Bem, é que está nevando lá fora e eu pensei que, talvez a gente pudesse... Bem, eu não sei. Você que diz.
Quadrinho 3:Calvin – Desculpe, eu não estava escutando. Eu realmente tenho que terminar isso.
Sou muito fã de Calvin e Haroldo. Acho que as tirinhas são realmente demais.
Outro dia eu estava dando uma olhada numas coisas sobre ele na internet e achei o que seria a última tirinha do Calvin como criança, mostrando o momento em que ele deixa de ver o Haroldo como alguém de verdade.
É triste, porque é uma coisa que sabemos ser inevitável, mas bonita, pelo mesmo motivo. Porque crescer é bonito, mas não deixa de ser triste, pois acabamos tendo que deixar muitas coisas para trás. Coisas que não necessariamente queremos deixar para trás.
É claro que, ao crescermos, temos outros tipos de felicidades, alegrias e coisas boas que dependem deste crescimento, o que torna esse processo bonito. Afinal, algumas coisas só aparecem para nós com o tempo mesmo, e outras a gente só aprecia se for no momento certo mesmo.
Mas é sempre triste deixar alguma coisa para trás.
O post de hoje dedico a uma pessoa especial, um adorável Peter Pan.
Obs: Pelo que li a respeito da tirinha, ela não foi criada por Bill Watterson, que teve publicada sua última tira de Calvin & Haroldo em 31 de dezembro de 1995, e nunca mais publicou um desenho sequer de sua maior criação. Mas sei que a tradução da tira foi feita por Eduardo Couto.
13 de setembro:
- dia do agrônomo
8.9.06
Convite às Autoridades Responsáveis pelo Transporte Público de Campinas
Antes de qualquer reclamação, gostaria de fazer um convite às autoridades responsáveis pelo transporte público de Campinas. Gostaria de convidar os senhores a, durante uma semana, deixarem seus carros na garagem e irem trabalhar de seletivo (podem ficar tranqüilos, agora é mais barato!).
Uma semana é um período interessante porque vocês podem observar bem no quê resultou as novidades no seletivo, como a catraca e a permissão para que passageiros andem de pé. Na verdade não sei se o verbo ideal é observar, porque com tantas pessoas tão perto, não sei se os senhores conseguirão observar alguma coisa, mas com certeza sentirão bem o que quero transmitir aqui.
Em uma semana, os senhores também podem fazer alguns testes para saberem bem como é o dia-a-dia das pessoas que dependem deste tipo de transportes. Os senhores podem, por exemplo, no primeiro dia, irem trabalhar levando uma pasta nas mãos. No outro dia, usarem salto alto (já que estão indo trabalhar). No dia seguinte, podem levar uma criança de colo ou, colocarem um travesseiro por baixo da roupa para tentar chegar na sensação de estar grávida e andar de seletivo. Ah! E os senhores podem sentar cada dia num lugar. Tentem sentar nos últimos bancos e descer no meio do caminho.
O que quero dizer aqui é que o sistema de transporte seletivo de Campinas é lastimável. Ele é desrespeitoso, desumano e inseguro. Não é possível que um veículo que transporta até 20 passageiros em pé seja seguro, pois não há lugar para que as pessoas se segurem, se apóiem devidamente durante o percurso, já que não há nem mesmo lugar para que elas coloquem seus pés no chão de forma a manterem o equilíbrio. Também é extremamente óbvio que este tipo de transporte atente contra a saúde dos seus usuários, especialmente no inverno, quando há mais doenças transmissíveis pelo ar e elas são mais fortes. Mas acredito que a pior situação é da dignidade das pessoas, que não tem como ser preservada dentro deste tipo de transporte, grudadas umas nas outras logo cedo ou no fim da tarde, depois de um dia inteiro de trabalho.
Por isso, senhores, fica aqui o meu convite. Andem uma semana de seletivo. Andem não como autoridades, mas como pessoas comuns. Ouçam as reclamações freqüentes dos cidadãos dentro dos veículos e os gritos de “não cabe mais ninguém” cada vez que o motorista parar num ponto. Se precisarem de algum tutor, estou à disposição.
Atentem-se, por favor, para o fato de que alguns problemas exigem mudanças mais profundas. Se existem pessoas demais precisando de transporte, barateá-los e aumentar a “capacidade” dos veículos sem aumentar o tamanho dos mesmos não é uma solução muito inteligente.
Este é apenas um e-mail de uma cidadã que, como a maioria das pessoas, depende do transporte público para exercer seu direito de ir e vir, e que espera realmente ser ouvida (lida). Aguardo mais que um retorno. Aguardo, junto com todas as pessoas que andam de seletivo, uma melhora verdadeira neste tipo de transporte.
Atenciosamente.
Marcela Bragotto
(Mandei este e-mail para a Emdec, que cuida das políticas de transporte e trânsito na Prefeitura de Campinas desde 1991. Vocês acham que alguém respondeu?)
8 de setembro:
- dia internacional da alfabetização. (Aí! Mais um motivo para revolta!)
29.8.06
Nerds: Esses seres encantadores.
Aquelas pessoas tímidas, quietinhas, que na escola são alunos excelentes e fora são quase invisíveis quando ainda são adolescentes?
Essas pessoas são o máximo, e o convívio com eles é simplesmente demais!
Pra começar, eles sabem fazer piada. E piadas, claro, inteligentes. Os comentários, as associações... É divertido conviver com um nerd.
Além disso, eles sabem ser irônicos, sarcásticos.
Também é cultural. Nerd é uma pessoa que curte informação. E normalmente eles buscam informações, e o porquê disso, e o porquê daquilo. E as histórias todas que eles gostam (HQs, cinema e afins) sempre têm que ter uma explicação lógica e razoável para que eles gostem. Então eles sempre conseguem extrapolar essas explicações para outras coisas da vida. Sendo assim, eles sempre têm assunto, eles sempre têm o que perguntar, o que explicar...
Não posso dizer que é saudável conviver com um nerd, já que eles devem ser alimentados com pizza e coca-cola com freqüência, mas com toda certeza não é alcoólico viver com um nerd.
Horário também é uma coisa secundária na vida de um nerd. Eles são seres primariamente noturnos. Acredito que, para os nerds mais velhos, isso venha da época em que o único horário que eles conseguiam usar o videogame na TV sem ninguém pra atrapalhar era de madrugada, e para os mais novos, acho que isso vem do horário que eles conseguem usar a internet sem ter ninguém enchendo o saco.
Outra característica marcante dos nerds é que eles têm um apreço especial por determinados tipos de roupas. E o mais engraçado é que não é uma coisa universal. Cada um tem a sua peça, ou cor, ou tecido, preferido, independente do que os outros nerds gostem. Mas a relação dele com essa roupa é de complementaridade... ela é quase um ser vivo e um não vive sem o outro. No caso do meu nerd, a “coisa” é com blusas de moletom cinzas de capuz. Só ela é capaz de aquecê-lo suficientemente no frio!
Nerds são pessoas carinhosas, mas de um jeito muito peculiar. Por exemplo, contar com detalhes uma história incrível sobre o mundo mutante é uma prova de carinho de um nerd, pois eles guardam isso com carinho, e contar essas histórias é, para eles, praticamente abrir o coração. Então, se você souber o quanto isso vale para ele, com certeza vai se sentir privilegiado de ouvi-lo!
Eles também são meio desligadinhos, mas isso é um charme dessas criaturas!
Nerds são realmente seres encantadores, especialmente aquele nerd que está do seu lado, dividindo tudo com você. Eu não troco meu nerd por nada nesse mundo!
29 de agosto:
- dia nacional de combate ao fumo (Ah! Nerds normalmente não fumam também!).
21.8.06
Meu rico pai
Neste final de semana conheci uma pessoa extremamente desagradável. Talvez a pessoa mais desagradável com quem já conversei.
Eu e o Kiko fomos buscar uma pessoa em treinamento num hotel e entramos para esperar. Eis que vem então o palestrante do dia perguntando quem éramos e se fazíamos parte do programa. Dissemos que não, que estávamos apenas esperando alguém que estava fazendo o treinamento.
O cidadão, que eu nunca tinha visto antes na minha vida e nunca mais verei de novo, então se apresentou como uma pessoa rica, que ganha 37 mil reais por mês, mesmo sendo faxineiro e tendo cursado apenas até a quarta série primária. Tudo por conta do dito cujo programa. Ele então perguntou o que fazíamos da vida, e respondemos que somos publicitários.
Ele então começou a dizer que o Kiko é um idiota por não ganhar 37 mil reais por mês e que eu era ainda mais idiota por ficar com ele, por acreditar nas promessas que ele me fez.
Levando tudo na brincadeira (é, porque eu não acreditei que alguém fosse capaz de falar naqueles termos com alguém que não conhece) eu disse sorrindo que o Kiko não precisava me promoter nada e que nós estamos bem deste jeito e que gostamos do que fazemos. E o cidadão diz pra gente “é... pobre faz o que gosta, rico faz o que convém.”
Aí ele começou um discurso dizendo que não achava certo alguém com curso superior ganhar o que ganha aqui no Brasil, que todos os irmãos dele são formados mas ele, o único que não estudou, ganha muito mais que os outros, e, em tom de deboche, estava tentando provar pra mim e pro Kiko que dinheiro é tudo, é a coisa mais importante do mundo.
Eu não acho, eu não concordo com isso, mas respeito que tem opinião diferente da minha. Não gosto é de gente que tenta mudar a minha opinião a qualquer custo.
Ainda em tom de deboche, o cara disse que acha importante fazer curso superior, que a filha dele faz faculdade também. Ele não sabe faculdade do quê a filha faz, mas “ele tem dinheiro pra pagar isso”.
Eu, educadamente, disse que não achava isso muito interessante, que não pensava diste jeito, mas aí ele apelou dizendo que a única coisa boa que meu pai podia me dar na vida era dinheiro. Que foi dinheiro que me fez fazer faculdade e ser quem eu sou, e ainda perguntou se meu pai era rico.
Na hora, eu perdi a paciência e tentei explicar que algumas coisas não se resumem a dinheiro, que um pai presente é muito mais importante e coisas assim, nas quais eu realmente acredito.
Eu devia, no entanto, ter respondido pro cara:
“Meu pai? Meu pai é rico, sim. Muito mais rico que você. Meu pai é tão rico, tão rico, que nem todo dinheiro que você ainda vai ganhar nessa vida pode comprar o que ele tem. Meu pai é muito rico, mas você, com essa sua visão de mundo medíocre, não é capaz de mensurar o valor das riquezas dele. Boa noite!”
Existe uma diferença muito grande entre riqueza e pobreza. E essa diferença é ainda maior quando estamos falando em riqueza e pobreza de espírito.
21 de agosto
- dia da habitação
- dia do folclore
20.8.06
Museu da Língua Portuguesa
Já fazia tempo que eu morria de vontade de visitar o Museu da Língua Portuguesa, então aproveitei minhas férias, o curso que tinha em São Paulo, e fui pra Estação da Luz.

Ao contrário do que podem imaginar ao mais desavisados quando falamos em um museu da língua portuguesa, o lugar não é cheio de livros velhos e bustos de escritores consagrados. Na verdade, o museu é demais! Eu fiquei apaixonada.
Para começar, o próprio prédio da Estação da Luz já é maravilhoso. O museu em si é dividido em três andares: o primeiro com uma exposição que muda sempre, o segundo traz a história da língua, influências e um jogo de montar palavras, e o terceiro com um filme e uma apresentação fantásticas de textos.
Quando eu fui (dia 11 de julho), o primeiro andar tinha uma exposição de “Grande sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. Iluminado e com um clima de sertão mesmo, o ambiente do primeiro andar do museu estava extremamente envolvente. Páginas do livro datilografadas em pedaços de pano, como bandeiras, revisadas pelo próprio autor, penduradas em varais e presas lá em cima, perto do teto, por saquinhos de areia que desciam e ficavam na altura da minha cabeça. Dava pra puxar essas bandeiras do livro pra baixo, para ler, e aí os saquinhos de areia iam pra cima enquanto eu segurasse a bandeira lá embaixo.
Ainda neste clima árido, vi algumas frases escritas em tijolos, frases ao contrário em barris de água que só podiam ser lidas com a ajuda de um espelho e montes de “entulho” com tinta que se transformavam em textos quando eu olhava de cima de umas escadinhas localizadas nos cantos do salão do primeiro andar. Também tinha umas frases escritas nas paredes, mas dava pra ler porque faltavam algumas letras, e outras frases escritas em painéis de acrílico, que também não dava pra ler porque faltavam várias letras, e, entre as demais coisas expostas, uma argolinha presa num apoio através da qual eu devia olhar para que a frase do painel de acrílico se sobrepusesse à frase da parede de modo que elas se completavam.
Fiquei impressionada com a quantidade de crianças ali. Todas interagindo com a exposição.
Fui então para o segundo andar, que é escuro e tem um clima todo tecnológico. A primeira coisa que vemos quando entramos neste ambiente é uma tela gigante, que ocupa uma parece inteira do lugar. Ali vemos temas totalmente ligados a nós, como carnaval, futebol e danças, com um texto que liga tudo á nossa língua.
No meio do salão do segundo andar, alguns pilares contam a história das influências que a língua vem sofrendo no Brasil, desde os índios até os orientais, em ordem cronológica.
Na parede do fundo desta sala, temos uma “árvore genealógica” das línguas.
Ao longo de uma das paredes laterais, vemos a história da língua, desde muito antigamente até hoje, com destaque especial para o século 20 e os primeiro anos do nosso século atual, passando pelas propagandas, rádio, TV e pelas linguagens regionais até chegar na linguagem da internet. Tudo pequenos “dicionários” que “traduzem” a língua falada para a dita “culta”, o que é muito interessante, especialmente para quem tinha acabado de ler “Preconceito Lingüístico” do Marcos Bagno. Vale a pena ler o livro, conferir a seriedade com que são tratadas as diversas formas que temos de falar a mesma língua no Museu da Língua e pensar um pouquinho, rever nossa postura!
Ainda neste andar, temos um jogo formado por uma mesa que parece uma tela de computador. Nesta mesa, ficam “andando” pra lá e pra cá sílabas soltas. Ao passar a mão por cima da mesa a uma distância de uns 10 cm, o contorno do nosso braço e seus movimentos são reproduzidos na superfície da mesa e empurram as sílabas. Dessa forma, podemos formar palavras. Assim que formada uma palavra, o jogo explica seu significado e começa tudo de novo. O que mais me impressionou neste jogo foi a quantidade de crianças participando. (Aliás, não só do jogo, mas do museu todo. Algumas, inclusive, ainda não era alfabetizadas, mas pediam para as mães ler e explicar as coisas interessantes que viam). Eram muitas crianças brincando de formar palavras e a rapidez com que jogavam e formavam as palavras era impressionante.
No terceiro andar, temos a Praça da Língua e o Beco das Palavras, um espaço maravilhoso, onde podemos ler nas paredes textos lindos, intrigantes, famosos... Assistimos a um filme que fala sobre a língua e, em seguida, vamos a um lugar especial, onde ouvimos leituras deliciosas e somos presenteados com um show de lasers. Este último não dá pra explicar. Tem que ver pra sentir.
Eu recomendo com toda certeza o Museu da Língua Portuguesa. Basta pegar o metrô e descer na Estação da Luz. Eu paguei R$ 4,00 para entrar. Estudantes e pessoas com mais de 60 anos devem pagar menos.
20 de agosto
- dia do vizinho
- dia do maçom
31.7.06
“Eu voltei, voltei para ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar.”
As férias foram excelentes. Conheci muita coisa nova, de lugares a teorias. Muita coisa que vale a pena dividir, divulgar, o que com certeza farei aqui. Coisas sobre as quais devemos conversar, trocar idéia, e eu espero fazer isso mesmo!
Por enquanto, fica a minha programação de férias, de onde tirarei vários textos.
Férias:
São Paulo – 10 a 15 de julho de 2006
Motivo: Curso “Redação Publicitária: as palavras e o mundo em um anúncio”
Companhia: Nando e Vanessa
Onde fiquei: Casa da Valéria
Dia 10: Chegada em São Paulo / 1º dia de Curso
Dia 11: Museu da Língua Portuguesa – Estação da Luz
Dia 12: Memorial da América Latina, onde acontecia a 8a Bienal de Design Gráfico
Dia 13: Tentativa de ir ao Masp, onde acontecia uma exposição de Degas, mas não entramos porque estava R$ 15,00 e só a parte da exposição estava funcionando.
Dia 14: 25 de Março, Mercado Municipal com direito ao lanche de mortadela e restaurante Rodízio Mexicano
Dia 15: Volta pra casa – já em Limeira, restaurante Beduíno e Arguile.
Curitiba – 24 a 28 de julho de 2006
Motivo: Passeio!
Companhia: minha mãe
Onde fiquei: Hotel Lancaster
Dia 24: Meu primeiro vôo. Chegada e centro histórico de Curitiba, com ruínas de São Francisco de Paula, Relógio das Flores, Catedral de Curitiba, Rua das Flores e, à noite, rodízio de fondue.
Dia 25: Jardim Botânico, Ópera de Arame e Parque Tanguá. Jantar vegetariano no Fábio.
Dia 26: Torre panorâmica, museu ferroviário, museu do perfume, museu da farmácia, Shopping Estação (com uma estrutura ma-ra-vi-lho-as, que aproveita a estrutura da estação ferroviária de Curitiba) e jantar num restaurante Polonês.
Dia 27: Parque João Paulo II, Parque Ucraniano, Santa Felicidade, Rua 24 horas, Shopping Curitiba.
Dia 28: Shopping Estação (para últimos presentes) e meu primeiro vôo de volta!
31 de julho:
- ESSE É PRA COMEMORAR – dia do orgasmo
14.6.06
Desabafo
Porque, afinal de contas, como eu já ouvi algumas vezes, escrever é fácil. Qualquer um escreve. Difícil é ter educação e não soltar um “então vai pra puta que te pariu!”.
Porque é fácil fazer trocadilhos idiotas dentro de um mesmo grupo de palavras. Difícil é não enjoar desse tipo de coisa.
Não, eu não sou a sapiência em pessoa. Muito menos uma detentora dos talentos de Machado de Assis. E como eu queria ter um pouquinho só daquele humor satírico e refinado! Mas não. Tenho essa braveza grossa e esculachada, que precisa de um “foda-se, então”.
Na verdade, o próprio fato de ser motivada por esse sentimentozinho baixo já é uma prova da minha ignorância. Eu reconheço.
Mas agora que já descobri essa falha no meu posicionamento (linguagem publicitária – sim, sou uma contaminada!) vou revê-lo. É, porque por mais idiota que eu possa parecer, eu acho que estamos sempre mudando, e acho importante estarmos sempre dispostos a melhorar. E pelo menos isso eu procuro seguir. Talvez seja essa minha única qualidade (que, aproveitando a hora de reconhecimento dos erros, reconheço que não é tão utilizada quanto deveria ser). Ou talvez seja um defeito. Há quem veja isso como insegurança (sim, já ouvi isso também).
Não me importo mais. Pelo menos não neste momento. E quem sabe eu não me importe mais com isso a partir de agora, com essa nova visão do meu eu!
Enquanto isso, uma trilha sonora escrita (hahaha! Como eu sou engraçada!) que combina bem com este momento de introspecção!
Olha lá, quem vem do lado oposto e vem sem gosto de viver.Olha lá, que os bravos são escravos sãos e salvos de sofrer.Olha lá quem acha que perder é ser menor na vida. Olha lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar.Eu que já não quero mais ser um vencedor,levo a vida devagar pra não faltar amor.Olha você e diz que não vive a esconder o coração.
Não faz isso, amigo. Já se sabe que você só procura abrigo, mas não deixa ninguém ver. Por que será?
(O Vencedor – Los Hermanos)
14 de junho
- dia do solista
